A fisioterapia uroginecológica tem eficácia comprovada por extensa evidência prática e científica no tratamento das disfunções do assoalho pélvico — condições que afetam significativamente a qualidade de vida e frequentemente surgem após tratamentos oncológicos.
Incontinência urinária
É a perda involuntária de urina. Alguns tratamentos oncológicos, como a radioterapia e cirurgias — a prostatectomia radical, por exemplo — também podem deixar o paciente incontinente.
Disfunção sexual
Existem disfunções de desejo, de excitação e de orgasmo (anorgasmia). Incluem-se ainda dores vaginais como a dispareunia (dor durante a relação sexual) e o vaginismo (contração reflexa dos músculos impedindo a penetração).
Cirurgias ginecológicas e radioterapia também podem levar à estenose (estreitamento) do canal vaginal, que impede a penetração e causa dor importante, com grande impacto na qualidade de vida.
Dor pélvica
Caracterizada pela presença de dor em região inferior do abdômen ou pelve. São diversas as causas da dor pélvica crônica — o conhecimento de todas as possibilidades, o diagnóstico correto e o tratamento adequado são fundamentais para o cuidado dessas mulheres.
Tratamento
Baseado em exercícios para o aumento de força e elasticidade muscular da região do assoalho pélvico e períneo, terapia manual, técnicas de conscientização corporal, respiração e relaxamento, e treinamento vesical.
São utilizados pesinhos vaginais, aparelhos de eletroestimulação e biofeedback. Todos os materiais são de uso individual, descartáveis ou corretamente esterilizados.